sexta-feira, 29 de abril de 2011

NBR 15575

Tomei conhecimento dessa nova Norma Técnica, destinada a edificações residenciais de até 5 pavimentos e ambientes corporativos, trata-se de requisitos mínimos de desempenho para diversos sistemas dos edifícios, trazendo um enfoque para a atividade de construção e as necessidades do usuário em quesitos como segurança, conforto, funcionalidade e durabilidade.

Eu li esta reportagem e achei interessante compartilhar com vocês. Afinal,em breve, será aplicada em sua residência ou em sua empresa.

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16/Dezembro/2010

Você sabe o que a NBR 15575 muda na vida do arquiteto?


ARQ!BACANA entrevista o arq Henrique Cambiaghi para saber a resposta

A Norma Técnica de Desempenho NBR 15.575 foi aprovada no dia 12 de maio de 2008, entrou em vigor, no período de testes, em 12 de maio de 2010, e deveria ter começado a vigorar oficialmente em 12 de novembro de 2010 - depois de um período de seis meses para adaptação de todos os projetos protocolados. Mas, a partir de um pedido de prorrogação deste prazo feito pelo presidente da AsBEA, Ronaldo Rezende, decidiu-se adiar o prazo de vigência da norma para março de 2012.
O motivo de tanto "empurra-empurra" para que esta norma comece a vigorar, é a polêmica que ela vem causando no setor da construção civil. O objetivo da norma é regulamentar, nas edificações de até cinco pavimentos, questões como acústica arquitetônica, conforto térmico e desempenho hidráulico, por meio da especificação e aplicação de critérios mínimos para materiais e técnicas - desde pisos, paredes e esquadrias, até o fluxo de líquidos em tubulações, vibrações de máquinas e motores, entre outros -, a fim de melhor atender às exigências dos usuários de edifícios habitacionais. Além disso, a NBR 15.575 inclui um mecanismo de rastreabilidade para a construção, que permite, em casos de falhas de materiais ou estruturas, indicar e determinar responsabilidades.
Por isso tanta polêmica: e agora, com quem ficam as responsabilidades? O que muda para o arquiteto? Para entender isso tudo o ARQ!BACANA entrevistou o arq Henrique Cambiaghi, membro do Conselho Deliberativo da AsBEA, dos comitês de Legislação Urbana e de Tecnologia da AsBEA e do SECOVI. Confira!

ARQ!BACANA: O que estabelece a NBR 15.575?
Henrique Cambiaghi: A NBR 15.575 estabelece os critérios para desempenho das edificações. Embora tenha sido definida para edifícios residências de até cinco pavimentos, muitos dos seus parâmetros servem para qualquer tipo de edificação. Prevista para entrar em vigor em novembro último, foi recentemente adiada em função das dificuldades de sua viabilização e implantação, pois faltam informações da indústria de insumos da construção sobre o desempenho dos produtos aplicados nas obras.
ARQ!BACANA: O que isso significa para o arquiteto? De que maneira isso interferirá no seu trabalho?
Henrique Cambiaghi: O que muda será a forma das especificações dos materiais dos projetos. Não poderá mais ser por marcas e tipologias de produtos, mas deverá estar definido o desempenho dos materiais. Especial atenção dever-se-á ter nas questões de acústica, iluminação e estanqueidade. Entendo que será necessária a participação de consultores especializados. Por exemplo, para definir o desempenho acústico, em relação às áreas externas, deverão ser feitas medições de ruídos externos. Com isso, o consultor especializado, com auxílio de equipamentos apropriados, vai poder estabelecer quais ações deverão ser tomadas em relação às esquadrias e vidros. Não cabe ao arquiteto esta tarefa. Em relação ao conforto ambiental, também será necessário ter a assessoria de consultores especializados, para avaliar o desempenho de coberturas e vedos externos, em função do clima de cada cidade e da face de cada vedo externo. Por exemplo, uma cidade como Campos do Jordão tem comportamento diferente de uma Ribeirão Preto. Em resumo, estas ações dependem da contratação destes consultores pela empresa contratante, dona do empreendimento. Mas é importante entender que muitas questões abordadas pela Norma serão resolvidas na concepção do projeto e não só na especificação. A questão de insolação e controle de calor poderá ser resolvida com aberturas adequadas, conforme a face, e com elementos arquitetônicos como brises. O problema será o contratante entender a necessidade de incorporar outros elementos na arquitetura, o que, com certeza, vai "encarecer" a obra.

ARQ!BACANA: A norma implica em mais responsabilidades para os arquitetos? E os honorários, como ficam?
Henrique Cambiaghi: Esta é outra questão importante. Deverá, no meu entender, ser definido claramente a quem caberá a responsabilidade das especificações. Assim como num projeto completo, tem projetos e consultorias de diversas especialidades (estrutura, fundações, instalações hidráulicas e elétricas, ar condicionado, projetos de paisagismo, arquitetura de interiores, consultorias de esquadrias, impermeabilização, etc.). Entendo que a especificação também passará a ser mais uma especialidade. Esta tarefa também poderá ser desenvolvida pelo escritório de arquitetura, desde que este se capacite para tal, mediante uma remuneração específica, assim como os projetos de paisagismo, interiores, coordenação e compatibilização dos projetos têm remuneração específica.

ARQ!BACANA: Com a NBR 15.575 o arquiteto deverá ser mais técnico do que é hoje?
Henrique Cambiaghi: Sem dúvida. O leque de conhecimento do arquiteto deverá ser maior. Mas é mais uma tarefa. Assim como precisa conhecer as legislações urbanísticas de cada cidade que faz um projeto, terá que conhecer melhor as especificações técnicas.

ARQ!BACANA: Acha que a norma acabará refletindo nos cursos de graduação em arquitetura?
Henrique Cambiaghi: Entendo que sim. A abordagem de temas técnicos nos cursos de arquitetura, em geral, não se aprofunda muito, ou não é levada muito a sério pelos alunos.

ARQ!BACANA: O que o arquiteto deve fazer para se preparar para esta mudança? Qual a melhor maneira de assimilar a norma?
Henrique Cambiaghi: Estudar a norma, participar de eventos e seminários e pressionar os fabricantes de produtos a apresentar o desempenho dos seus produtos.
Veja a matéria no ARQ!BACANA.

Para saber mais sobre esta Norma:
http://www.abnt.org.br/imagens/imprensa/Editais_e_afins_Boletim/Bol_062008_Encarte_Boletim_Normalizacao.pdf

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Ser pedestre

Sentir-se cidadão

Você é pedestre? Eu sou pedestre.

Caminho quase todos os dias. Mas não é caminhada a passeio ou exercício físico, é um modo vida. Vou ao escritório, ao centro da cidade, ao supermercado, à Prefeitura, algumas vezes fazer um happy hour com minha família e várias outras atividades. É muito prático, saudável e sustentável. Olha que coisa!!
Podemos considerar que moro em um lugar privilegiado, próximo a tudo e de fácil acesso. Mas eu quis assim, eu escolhi isso.
E você pensa que é fácil ser um pedestre?
Imagine-se andando na rua, em dias normais: pessoas, calçadas estreitas, obstáculos, trânsito, semáforos, faixas de pedestres, com carros parados sobre as faixas...
Agora imagine isso em dia de chuva: acrescente guarda-chuva, pessoas irritadas, o trânsito um caos, falta de escoamento da água...


Imaginou?

Outro dia estava voltando para casa, em dia de chuva, e por todo o caminho eu analisava a qualidade do passeio, ou seja, da calçada e outras passagens. E não analisei somente como pedestre, mas como arquiteta com formação em urbanismo e que tem algum contato com projeto e legislação.
A começar pelos carros. É incrível como eles desconsideram as faixas de pedestres!
Os pedestres também não fazem a sua parte e não respeitam as faixas cruzando no meio dos carros.
Andar de guarda-chuva nessas calçadas estreitas? Esbarram nos postes, nos portões...
Imagine uma pessoa idosa andando na rua e em dia de chuva? E sabe que existem várias! Com todos esses obstáculos, degraus, pisos irregulares, desiguais e revestimentos inadequados. Muito propício para um acidente. E isso vale muito aos cadeirantes e pessoas com alguma necessidade especial.
Há também os carrinhos de bebês! Você já andou pelas ruas empurrando um carrinho de bebê? Pois devia passar por essa experiência. Atualmente tenho feito muito disso. Andar nos shoppings é simples, correntefluente e até divertido.
Mas voltando as ruas, hoje até têm guias rebaixadas para essa acessibilidade, mas foram executadas em lugares de fluxo mais intenso e muitas vezes não possuem um trajeto contínuo. Mas já é um começo!
Vocês sabem que temos leis que regulamentam essas calçadas. E que nós, arquitetos, quando vamos projetar alguma coisa, temos que considerar a calçada com o mesmo grau de importância que o acesso de uma garagem, por exemplo.

Para quem não sabe, aqui vai a dica e a informação, conforme legislação:
*A calçada deve ter passeio livre de no mínimo 1,50m de largura, livres de postes, árvores ou outros elementos que possam impedir o livre trânsito de portadores de deficiência de qualquer natureza. 
*Os passeios deverão ser construídos, reconstruídos ou reparados pelos responsáveis do imóvel com materiais resistentes e duradouros e não poderão ter superfícies escorregadias.


Mesmo com essas normas e legislações, muitos cidadãos não as cumprem e temos o que vemos pelas ruas, ou melhor, pelas calçadas. Alguns absurdos e completa falta de respeito e percepção com o outro.
Com a inserção de tantos carros circulando pelas ruas das cidades, muitas vezes não nos importamos com os pedestres. "Afinal, quem são essa pessoas que andam pelas ruas?" 
E atualmente com esse assunto de sustentabilidade tão em voga, por que não valorizar o pedestre?
Claro que cada um tem que fazer a sua parte. E eu, não me desdenho. Faço minha parte sim. Uso muito pouco o carro (aliás as vezes é mais rápido fazer as coisas a pé e menos estressante), moro perto de todos os serviços e comércios e o mais importante: não tenho preguiça e nem pouca vontade em ser PEDESTRE.

*Mais informações: www.campinas.sp.gov.br
                             LEI COMPLEMENTAR Nº 09 DE 23 DE DEZEMBRO DE 2003. 
                           CAPÍTULO IX - DA CIRCULAÇÃO E ESTACIONAMENTO DE VEÍCULOS
                             Publicação DOM de 27/12/2003:03, Campinas - SP

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

2011! Ano novo, tudo novo!

Como é bom poder começar o ano com coisas novas.
Novas ideias, novo computador, novo pique, novas atitudes, enfim, tudo o que se possa fazer para se renovar sempre. Inovar e se surpreender!
Estou aprendendo novos softwares. Novas ferramentas de trabalho para facilitar o dia-a-dia. Já que estamos numa era de tecnologia, o importante é poder usufruir de tudo isso a nosso favor. Aprender cada vez mais e apresentar isso à vida, mostrar tudo isso ao mundo.
Por enquanto é isso!
Abraços e Feliz 2011.

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Ao "Maestro" com carinho

Oscar Niemeyer, 103 anos (15/12/2010)
Eu não podia deixar passar este dia sem postar uma homenagem a este homem, que hoje completa 103 anos de vida. Não só pela profissão que lhe confere, mas por toda essa sua existência. Mais de um século!!! Quem conseguirá essa façanha, senão um ser humano cheio de vida, arte e criatividade? (Nosso vice-presidente José Alencar???)
Acredito que essa "arte de viver com criatividade" é que vai nos transportando dia após dia com uma vontade de viver e um sentido nesta existência.
Em comemoração ao seu aniversário, nada mais propício do que inaugurações de suas novas obras:
Eu, que este ano completei 40 anos, quem sabe minha vida esteja apenas começando??
Afinal, como se compõe um bom arquiteto senão pela experiência profissional e eminentes emoções na vida? Isso tudo, transformado em criatividade e arte!!
Abraço a todos e um especial ao Oscar!

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Casa, Trabalho e Lazer: Bem Estar?

Para se falar em qualidade de vida hoje, é importante se pensar onde vivemos e como vivemos. Essa questão está inserida na forma de “habitar”, pois se vivermos em harmonia com moradia, trabalho e lazer, que é o que buscamos atualmente, tudo isso junto nos trará conveniências, sendo uma delas, a idealizada sustentabilidade, onde muita coisa se economiza trazendo nobreza ao nosso dia-a-dia.

E como podemos conseguir essa proeza? Ao menos em um ou dois desses itens citados. Como harmonizar casa e trabalho? Ou trabalho e lazer? Ou mesmo casa e lazer? E por que não os três? Casa, trabalho e lazer??

Mas o que eu quero dizer, é que hoje em dia temos profissionais para nos atender em todas as áreas a fim de nos proporcionar mais qualidade de vida. Um médico para nos receitar uma saúde melhor, um psicólogo para nos prover suporte emocional, um personal trainner para nos acompanhar nas atividades físicas, um advogado para nos instruir legalmente, um contador para apurar nossos impostos e conciliar nossas contas, etc.

Então, o que dizer do arquiteto e designer de interiores?

Posso enunciar que nos cabe “pensar o espaço” em que vivemos e convivemos. Elaborar programas e planos sob o ponto de vista da funcionalidade, saúde, viabilidade, identificando as reais necessidades do cliente/usuário e que, junto com a estética, completam os valores básicos de um projeto arquitetônico ou de interiores.

E isso não é um dos principais pontos dessa busca pela qualidade de vida?

Num bom projeto residencial devemos considerar o desempenho em termos de acústica, conforto térmico e visual, e também nas questões de saúde, considerando a ergonomia como um dos fatores de qualidade de vida mais relevantes e como elemento para a redução dos acidentes domésticos, responsáveis por um alto índice de atendimentos médicos em todo o país.

Não podemos deixar de lado os espaços de lazer. Que são inúmeros. Um bom restaurante, centros culturais, cinemas, shoppings, casas noturnas, clubes sociais e desportivos. Em todos esses lugares estão projetos bem planejados com detalhamentos técnicos construtivos, viabilizando estética e acessibilidade.

Já na área corporativa, existem estudos que mostram que um bom projeto de interiores, adequado aos espaços de trabalho, pode aumentar a produtividade das empresas em até 20%. Além do que, um bom ambiente de trabalho, busca equilíbrio para o profissional entre sua carreira e sua vida profissional. A boa imagem da empresa traz para seus funcionários o desejo e o prazer de trabalhar com ela e participar do seu projeto de crescimento.

Conciliar casa, trabalho e lazer é o grande trunfo da atualidade.

Feliz daquele que usufrui desses três itens de maneira harmoniosa. Senão, mesmo com um ou outro, com a ajuda do profissional arquiteto é possível trazer para o cotidiano esse bem estar, compatibilizando planos, programas e projetos.


quinta-feira, 18 de novembro de 2010

CAU - Conselho de Arquitetura e Urbanismo

Agora teremos o nosso Conselho!

Depois de muita discussão e reivindicação por parte dos arquitetos, finalmente, a Câmara dos Deputados aprovou o projeto de lei que cria o CAU - Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Brasil e dos estados. A nota foi divulgada há pouco no site da Câmara dos Deputados.

A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania aprovou há pouco, em caráter conclusivo, o Projeto de Lei 4413/08, do Executivo, que cria o Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Brasil e dos estados.


Informações retiradas do site:
http://www.arqbacana.com.br

Abraços a todos os arquitetos e urbanistas por essa grande conquista!!

segunda-feira, 3 de maio de 2010

Ideias e Contemporaneidade

Acaso ou Fado?
Sempre recebo em meus e-mails muitas malas diretas, propagandas, sites promocionais, coisas que não levam a lugar algum, mas, as vezes aparecem mensagens muito interessantes e que me fazem querer aprender cada vez mais.
Desta vez é a arquitetura portuguesa que tem me surgido como novidade nesses últimos dias! Sem querer está chegando até mim notícias e estudos dos nossos conterrâneos que tenho gostado muito.
Será que existe alguma casualidade nisso?
O que quer que seja, estou aproveitando esse novo conhecimento e reciclando ideias desse eterno estilo contemporâneo tão presente no velho continente.

Adorei esse arquiteto!!!


Até breve,
Abraços
Annie