Estamos em pleno verão!!
Altas temperaturas, baixa umidade do ar, sol forte, nada de chuva... E para nós que vivemos nas grandes cidades, certamente nos decorre a falta de água e afins. E com isso as concessionárias nos restringem a certos usos e nos submete ao uso consciente de certas operações.
Na atualidade esse uso consciente se faz necessário diariamente. Afinal, nos grandes centros urbanos, qualquer excesso pode acarretar em carência e escassez. É um educar-se constante.
E, pensando nisso, nesse tal "uso consciente" me veio à mente várias questões a respeito... Principalmente porque, atualmente, tudo se dá pelo excesso.
Excesso de trabalho, excesso de despesas, excesso de créditos, excesso de deveres e obrigações, excesso de consumo, excesso de críticas e opiniões, excesso de cansaço, enfim, excesso de "excessos"!!
E consequentemente escassez de tempo e energia física.
Quando pensamos no uso consciente das coisas é importante se pensar em nosso comportamento. Claro, sempre!
O que fazemos com nosso lixo, quanto tempo demoramos no banho, quanto gastamos de água (mesmo que seja para molhar nossas plantas...), se assistimos muita Tv, se usamos muita internet e o quanto consumimos de energia elétrica. Sempre nos cobrando o uso 'correto', ou melhor, consciente de todas as nossas ações.
E se pensarmos hoje, no uso das redes sociais e nas manifestações pessoais, qual será a referência para seu uso consciente??
As pessoas adoram dar opiniões, fazer críticas, se manifestarem politicamente e socialmente, apresentando seus princípios e conceitos, mesmo que não compreendam totalmente o que estão dizendo. Mas, o importante hoje, é se expor.
E qual o uso consciente dessa exposição?
Percebi que estou tão exausta de tantas informações, de tantas manifestações e exteriorizações. Nessa vida contemporânea tudo se torna essencial, fundamental e importante. Será mesmo?? É tudo muito 'de tudo'!!
Devido a tantos excessos, tem me proporcionado uma escassez de disposição, de interesse ou qualquer ânimo para novas ideias e imaginações. Tudo me parece impertinente!
Estou precisando de um tempo... um tempo de tanta informação, um tempo para ponderar sobre o "meu uso consciente" da minha vida. Poder abstrair um pouco dessa universalidade e me concentrar um pouco mais em meu ideal.
Afinal, viver um pouco num mundo imaginário e utópico, não faz mal a ninguém. Essa realidade excessiva esgota...
Sonhar é entregar-se a criatividade e revigora o pensamento!!
Sempre conscientemente ao uso que se vai realizar...
quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014
terça-feira, 14 de janeiro de 2014
2014... bem remunerado?
Pra começar bem o ano!
Já que este ano promete, quem sabe organizando e valorizando nossos honorários profissionais podemos trabalhar com mais satisfação e reconhecimento. Buscar e encontrar novos horizontes!
O CAU, nosso novo Conselho de Arquitetura e Urbanismo, aprovou e publicou uma tabela de honorários para projetos de arquitetura. Não muito diferente de outras existentes anteriormente e apresentadas por outras instituições, mas agora, consolidada e elucidada pelo Conselho Federal.
Então, ...
“Projeto – criação do espírito, documentada através de representação gráfica ou escrita de
modo a permitir sua materialização, podendo referir-se a uma obra ou instalação, a ser
realizada através de princípios técnicos e científicos, visando à consecução de um objetivo ou
meta e adequando-se aos recursos disponíveis e às alternativas que conduzem à viabilidade
de sua execução.” (Resolução CAU/BR- 21, de 5 de abril de 2.012)
Portanto, ...”O Projeto é o principal elemento estruturante da profissão de arquiteto."
E por isso merece uma boa remuneração, assim como em outras áreas, outros profissionais são devidamente reconhecidos e justamente gratificados.
Quer saber como?
Um FELIZ 2014, grandes realizações e muitas recompensas para todos!!
quinta-feira, 18 de julho de 2013
Essa tal Construção Civil...
Queira ou não, o que mede nossa economia é a caminhada da construção civil... É ela que rege os rumos da nossa economia.
Pode-se perceber que quando dizemos que o mercado está estagnado, a construção civil está em crise. Pois para-se o ciclo Produtos + Empregos + Renda.
O aumento na produção da construção civil aumenta significativamente a procura pelos mais variados produtos e serviços utilizados nessa indústria.
Ao mesmo tempo, as pessoa que adquiriram emprego, ou na construção civil ou nas empresas ligadas ao aumento da demanda daquele setor, passam a comprar mais, o que faz com que outras empresas tenham a sua produção elevada, passando a contratar mais pessoas. Isso gera um círculo virtuoso no qual todos saem ganhando.
Veja que interessante: A Construção Civil "não produz máquinas e equipamentos e nem eleva diretamente a formação técnica das pessoas, mas produz prédios, constrói estradas, portos, aeroportos, casas, escolas, faculdades e mais uma infinidades de tipos de construções que elevam direta ou indiretamente a capacidade de produção da economia. Tudo que esse setor da economia constrói tem uma utilidade muito grande para a economia e para a sociedade."
Logicamente são questionados vários problemas ligados à essa indústria. Questões sociais, culturais e mesmo econômicos (já esse assunto reproduz outra postagem!).
Os incentivos à construção civil são consideráveis para a economia, pois eleva o bem estar da população, oferece melhores condições para as pessoas viverem adequadamente, terem melhores rendimentos e o país mais condições e capacidade de ascender sua produção.
Nosso país, com imensas carências em infraestruturas, desde moradias, estradas, aos mais desfigurados meios de transportes (de pessoas e mercadorias), para os quais a participação da construção civil é fundamental, não se deve duvidar da sua importância e deve-se oferecer a esse significativo ramo da nossa economia, a oportunidades de elevar a sua participação ao mesmo tempo em que se pode transformar o país alcançando um retrato totalmente diferente do que vivemos atualmente.
Existem números e estatísticas que comprovam tudo isso.
Um dos mais importantes, o Custo Unitário Básico (CUB/m2) que "teve origem através da Lei Federal 4.591 de 16 de dezembro de 1964, artigo 54, calculado mediante metodologia da ABNT – NBR 12.721:2006. Seu objetivo é disciplinar o mercado de incorporação imobiliária, servindo como parâmetro na determinação dos custos dos imóveis. Em função da sua credibilidade, o CUB tem sido utilizado como indicador macroeconômico dos custos do setor da construção civil. É o indicador de custos da construção, que demonstra sua relevância e que busca adequar-se a todo o desenvolvimento da construção."
Veja os índices de São Paulo nesse link:
http://www.sindusconsp.com.br/msg2.asp?id=5374f
Todos nós fazemos parte desse ciclo. Perceba que estamos inseridos nessa indústria da construção civil, sempre, pois fazemos parte de um conjunto urbano em que vivemos que se chama Sociedade!
---------------------------------------
Referências e informações:
http://www.sindusconsp.com.br/
http://www.piniweb.com.br/portal/assuntos/custos-construcao-civil.asp
http://www.dzai.com.br/franciscocastro/noticia/montanoticia?tv_ntc_id=66538
Pode-se perceber que quando dizemos que o mercado está estagnado, a construção civil está em crise. Pois para-se o ciclo Produtos + Empregos + Renda.
O aumento na produção da construção civil aumenta significativamente a procura pelos mais variados produtos e serviços utilizados nessa indústria.
Ao mesmo tempo, as pessoa que adquiriram emprego, ou na construção civil ou nas empresas ligadas ao aumento da demanda daquele setor, passam a comprar mais, o que faz com que outras empresas tenham a sua produção elevada, passando a contratar mais pessoas. Isso gera um círculo virtuoso no qual todos saem ganhando.
Veja que interessante: A Construção Civil "não produz máquinas e equipamentos e nem eleva diretamente a formação técnica das pessoas, mas produz prédios, constrói estradas, portos, aeroportos, casas, escolas, faculdades e mais uma infinidades de tipos de construções que elevam direta ou indiretamente a capacidade de produção da economia. Tudo que esse setor da economia constrói tem uma utilidade muito grande para a economia e para a sociedade."
Logicamente são questionados vários problemas ligados à essa indústria. Questões sociais, culturais e mesmo econômicos (já esse assunto reproduz outra postagem!).
Os incentivos à construção civil são consideráveis para a economia, pois eleva o bem estar da população, oferece melhores condições para as pessoas viverem adequadamente, terem melhores rendimentos e o país mais condições e capacidade de ascender sua produção.
Nosso país, com imensas carências em infraestruturas, desde moradias, estradas, aos mais desfigurados meios de transportes (de pessoas e mercadorias), para os quais a participação da construção civil é fundamental, não se deve duvidar da sua importância e deve-se oferecer a esse significativo ramo da nossa economia, a oportunidades de elevar a sua participação ao mesmo tempo em que se pode transformar o país alcançando um retrato totalmente diferente do que vivemos atualmente.
Existem números e estatísticas que comprovam tudo isso.
Um dos mais importantes, o Custo Unitário Básico (CUB/m2) que "teve origem através da Lei Federal 4.591 de 16 de dezembro de 1964, artigo 54, calculado mediante metodologia da ABNT – NBR 12.721:2006. Seu objetivo é disciplinar o mercado de incorporação imobiliária, servindo como parâmetro na determinação dos custos dos imóveis. Em função da sua credibilidade, o CUB tem sido utilizado como indicador macroeconômico dos custos do setor da construção civil. É o indicador de custos da construção, que demonstra sua relevância e que busca adequar-se a todo o desenvolvimento da construção."
Veja os índices de São Paulo nesse link:
http://www.sindusconsp.com.br/msg2.asp?id=5374f
Todos nós fazemos parte desse ciclo. Perceba que estamos inseridos nessa indústria da construção civil, sempre, pois fazemos parte de um conjunto urbano em que vivemos que se chama Sociedade!
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Referências e informações:
http://www.sindusconsp.com.br/
http://www.piniweb.com.br/portal/assuntos/custos-construcao-civil.asp
http://www.dzai.com.br/franciscocastro/noticia/montanoticia?tv_ntc_id=66538
segunda-feira, 27 de maio de 2013
Essas grandes cidades...
Aqui, cá e acolá.
"...A cidade é uma estranha senhora
Que hoje sorri e amanhã te devora..."¹
Ultimamente tenho me interessado muito mais pelo assunto Cidade e a sua dinâmica.
Arquitetura não é constituída somente de ostentação e requinte.
Hoje, nós profissionais arquitetos e urbanistas e mesmo nós, cidadãos, precisamos nos preocupar também com as circunstâncias e os rumos de nossas cidades. Que infelizmente, estão cada vez mais caóticas...
Viver numa cidade grande é fazer parte de toda essa desordem, é estar inserido nesse conflito e ser devorado por esse caos, todos os dias, o dia todo. Desde o momento em que despertamos, até o retorno novamente ao provável descanso, em meios à ruídos e poluições, estresses e ansiedades, inércia e atrasos, tráfegos e violências, nossas vidas seguem atormentadas por tudo isso.
E... é isso viver? Queremos vivenciar pra sempre essa desorganização, menosprezo e desapreço à vida urbana?
É possível mudar essa situação? De verdade?!
Afinal, viver na cidade grande sempre foi uma conquista!!
![]() |
| Medelin, Colômbia. Prêmio de cidade mais inovadora do mundo! América Latina... |
É possível sim... Mudar, inovar, transformar, planejar... Executar.
Existem atualmente muitos estudos nessa área de planejamento das cidades. Bons projetos, boas ideias e funcionalidade. Porém, lamentavelmente, nossos governantes nunca estão dispostos a desempenhar seus papéis e cumprir com suas ações. Em poucos anos de atividades e exercícios políticos, nossas cidades poderiam ser renovadas. Isso já é comprovado em outros países. Inclusive em nossa América Latina. Exemplo da Colômbia (acessem os links!). Colômbia!!
Mas é preciso que haja cumplicidade entre os governantes. O que um começa, o outro precisa terminar. Em um ou mais mandatos, os seguintes e os demais precisam se comprometer com a cidade e os cidadãos. É a cidade que necessita de renovação e consequentemente os cidadãos ganham.
Há dois meses eu participei e concluí um curso oferecido pelo Ministério das Cidades (nosso Governo Federal), intitulado: "Reabilitação Urbana com foco em área centrais". O objetivo do curso é apresentar novos conceitos de projetos e planejamento para a os grandes centros urbanos. É o Programa Nacional de Capacitação das Cidades.
Achei ótimo o curso! Bons textos, boa bibliografia, boas ideias, em que o Governo Federal está dispondo e que, cabe aos Estados e Municípios se organizarem e executarem.
É simples, é só fazer...
Projetos e bons planejadores nós já temos, só resta CUMPRIR.
-----------------------------------------------------
Notas:
¹ "A cidade ideal", Os Saltimbancos. Extraído como inspiração do Seminário apresentado na disciplina "Ambiente Construído e Comportamento Humano" da FEC-Unicamp. 1º sem. 2013.
quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013
ABNT 15.575 publicada!!
Norma de Desempenho
Nessa terça-feira, 19 de fevereiro de 2013, foi publicada pela Associação Brasileira de Normas Técnicas, a ABNT NBR 15.575 – Desempenho de Edificações Habitacionais.
Essa Norma entra em vigor no dia 19 de julho de 2013, ou seja, 150 dias após sua publicação, podendo ser exigida a partir desta data nos projetos que forem protocolados para aprovação nos órgãos públicos.
Por isso meus caros colegas de profissão, vamos nos atentar e nos informar corretamente, pois essa Norma introduzirá e reforçará novos conceitos para desempenho acústico, térmico e melhoria da qualidade e da vida útil da construção.
Pela primeira vez em nosso país, vamos definir como um edifício deve se comportar ao longo do tempo para atender as expectativas dos usuários na qualidade de conforto e principalmente segurança no uso.
Importantíssimo!!
Para saber mais, acessem:
CBIC - Câmara Brasileira da Indústria da Construção
http://www.cbic.org.br/sala-de-imprensa/noticia/abnt-publica-norma-de-desempenho-15-575-desempenho-de-edificacoes-habitac-0
ABNT - 15.575
http://www.sinduscon-rio.com.br/doc/Lira_Sinduscon.pdf
Nessa terça-feira, 19 de fevereiro de 2013, foi publicada pela Associação Brasileira de Normas Técnicas, a ABNT NBR 15.575 – Desempenho de Edificações Habitacionais.
Essa Norma entra em vigor no dia 19 de julho de 2013, ou seja, 150 dias após sua publicação, podendo ser exigida a partir desta data nos projetos que forem protocolados para aprovação nos órgãos públicos.
Por isso meus caros colegas de profissão, vamos nos atentar e nos informar corretamente, pois essa Norma introduzirá e reforçará novos conceitos para desempenho acústico, térmico e melhoria da qualidade e da vida útil da construção.
Pela primeira vez em nosso país, vamos definir como um edifício deve se comportar ao longo do tempo para atender as expectativas dos usuários na qualidade de conforto e principalmente segurança no uso.
Importantíssimo!!
Para saber mais, acessem:
CBIC - Câmara Brasileira da Indústria da Construção
http://www.cbic.org.br/sala-de-imprensa/noticia/abnt-publica-norma-de-desempenho-15-575-desempenho-de-edificacoes-habitac-0
ABNT - 15.575
http://www.sinduscon-rio.com.br/doc/Lira_Sinduscon.pdf
quinta-feira, 2 de agosto de 2012
Facilities Management
Ao mundo corporativo!
Hoje em dia é fato que, para aquele que pretende ingressar-se em uma empresa, são necessários cada vez mais atributos e conhecimentos específicos. O indivíduo precisa ser dinâmico, claro e estar sempre buscando inovações e se reciclando a cada tempo.
Essa é a contemporaneidade, um mundo que não pára nunca!
Então, o que dizer das Empresas que empregam esses indivíduos, seres atuantes e inovadores?
Essas mesmas empresas que precisam atender rapidamente às respostas dos mercados em constantes processos de transformações, como se comportam perante a essas adversidade?
Considerando-se que os imóveis que estas mesmas ocupam também geram resultados em sua produção, compreende-se aqui a preocupação destas empresas com seus patrimônios e mesmo com questões financeiras geradas por novas construções ou intervenções arquitetônicas para melhor atender à produção e aos funcionários.
Jesse Harriot¹, em uma entrevista à Revista VOE de outubro de 2010, já ressaltava a importância das empresas trabalharem sua imagem e se fazerem atrativas aos bons profissionais. A companhia precisa deixar evidente que preza por um bom ambiente de trabalho e que busca para o profissional um equilíbrio entre sua carreira e sua vida pessoal. Torna-se importante então para a empresa, além de apresentar boa imagem, oferecer oportunidade de crescimento, um espaço de inovação e criatividade, fazer com que futuros ou atuais talentosos funcionários mantenham o desejo em trabalhar com ela (VOE, 2010, pg.54-56).
Daí, já a algum tempo, várias dessas empresas possuem uma área de atuação que se chama: Facilities Management.
Quem trabalha para esse setor são profissionais principalmente da Engenharia. Porém, para o encontro com novos conhecimentos e soluções, profissionais da Arquitetura, Tecnólogos da construção civil, Paisagistas e até mesmo Designers estão atuantes neste ramo, possuindo já uma certa experiência, pela própria formação acadêmica.
Definindo o Facility Manager como um Gestor de Facilidades, é a prática de coordenar e organizar o espaço físico de trabalho com as pessoas que ali trabalham, integrando os princípios de administração de empresas, arquitetura, e as ciências das engenharia. Tendo como objetivo, melhorar a produtividade da gestão das organizações, através da redução dos desperdícios, melhorando os processos de manutenção e minimizando os custos de serviços, os Facilities também são responsáveis pelo planejamento, operações de baixo custo e da valorização sustentável do imóvel (LARES, 2011).
Por muito tempo o Facility foi uma tarefa exclusivamente operacional tendo sido analisado tardiamente sob um ponto de vista estratégico.Atualmente o enfoque principal desta área, consiste na observação do ciclo de vida do imóvel, que se inicia com o desenvolvimento do projeto, passando por sua exploração, chegando à sua exaustão, e tem como objetivo, durante todo este ciclo, a otimização da cadeia de produção.
Nos EUA e na Europa esta área de atuação profissional nas empresas já é consolidada. Aqui no Brasil está começando há pouco. Comparando historicamente, a Associação Brasileira de Facilities (ABRAFAC) foi fundada em 2004 e, nos EUA e Europa essas Associações já existem há pelo menos três décadas. Ainda não temos aqui muitos cursos para especialização ou mesmo formação técnica específica, ficando a critério do conhecimento e prática dos profissionais já atuantes no mercado.
Ao meu ver, há muito o que se desenvolver nessa área, primeiramente pelo comportamento e a aceitação das empresas perante à necessidade desse tipo serviço, entendendo o Facility Management como um instrumento para o melhoramento do resultado empresarial e percebendo que haverá um aumento na satisfação dos usuários e mesmo do proprietário empresário.
Hoje em dia é fato que, para aquele que pretende ingressar-se em uma empresa, são necessários cada vez mais atributos e conhecimentos específicos. O indivíduo precisa ser dinâmico, claro e estar sempre buscando inovações e se reciclando a cada tempo.
Essa é a contemporaneidade, um mundo que não pára nunca!
Então, o que dizer das Empresas que empregam esses indivíduos, seres atuantes e inovadores?
Essas mesmas empresas que precisam atender rapidamente às respostas dos mercados em constantes processos de transformações, como se comportam perante a essas adversidade?
Considerando-se que os imóveis que estas mesmas ocupam também geram resultados em sua produção, compreende-se aqui a preocupação destas empresas com seus patrimônios e mesmo com questões financeiras geradas por novas construções ou intervenções arquitetônicas para melhor atender à produção e aos funcionários.
Jesse Harriot¹, em uma entrevista à Revista VOE de outubro de 2010, já ressaltava a importância das empresas trabalharem sua imagem e se fazerem atrativas aos bons profissionais. A companhia precisa deixar evidente que preza por um bom ambiente de trabalho e que busca para o profissional um equilíbrio entre sua carreira e sua vida pessoal. Torna-se importante então para a empresa, além de apresentar boa imagem, oferecer oportunidade de crescimento, um espaço de inovação e criatividade, fazer com que futuros ou atuais talentosos funcionários mantenham o desejo em trabalhar com ela (VOE, 2010, pg.54-56).
Daí, já a algum tempo, várias dessas empresas possuem uma área de atuação que se chama: Facilities Management.
Quem trabalha para esse setor são profissionais principalmente da Engenharia. Porém, para o encontro com novos conhecimentos e soluções, profissionais da Arquitetura, Tecnólogos da construção civil, Paisagistas e até mesmo Designers estão atuantes neste ramo, possuindo já uma certa experiência, pela própria formação acadêmica.
Definindo o Facility Manager como um Gestor de Facilidades, é a prática de coordenar e organizar o espaço físico de trabalho com as pessoas que ali trabalham, integrando os princípios de administração de empresas, arquitetura, e as ciências das engenharia. Tendo como objetivo, melhorar a produtividade da gestão das organizações, através da redução dos desperdícios, melhorando os processos de manutenção e minimizando os custos de serviços, os Facilities também são responsáveis pelo planejamento, operações de baixo custo e da valorização sustentável do imóvel (LARES, 2011).
Por muito tempo o Facility foi uma tarefa exclusivamente operacional tendo sido analisado tardiamente sob um ponto de vista estratégico.Atualmente o enfoque principal desta área, consiste na observação do ciclo de vida do imóvel, que se inicia com o desenvolvimento do projeto, passando por sua exploração, chegando à sua exaustão, e tem como objetivo, durante todo este ciclo, a otimização da cadeia de produção.
Nos EUA e na Europa esta área de atuação profissional nas empresas já é consolidada. Aqui no Brasil está começando há pouco. Comparando historicamente, a Associação Brasileira de Facilities (ABRAFAC) foi fundada em 2004 e, nos EUA e Europa essas Associações já existem há pelo menos três décadas. Ainda não temos aqui muitos cursos para especialização ou mesmo formação técnica específica, ficando a critério do conhecimento e prática dos profissionais já atuantes no mercado.
Ao meu ver, há muito o que se desenvolver nessa área, primeiramente pelo comportamento e a aceitação das empresas perante à necessidade desse tipo serviço, entendendo o Facility Management como um instrumento para o melhoramento do resultado empresarial e percebendo que haverá um aumento na satisfação dos usuários e mesmo do proprietário empresário.
Referências:
ABRAFAC, Associação Brasileira de Facilities, 2012. Acesso em: <http://www.abrafac.org.br/>
INFRA, Revista, 2012. Procura-se um FACILITY MANAGER. Acesso em: <http://www.revistainfra.com.br/textos.asp?codigo=10803>
LARES, 11ª Conferência Internacional, 2011. Acesso em: <http://www.lares.org.br/2011/images/543-738-1-RV.pdf>
VOE, Revista. Edição Outubro de 2010. Entrevista com Jesse Harriot.
Notas:
¹. Jesse Harriot, autor do livro "Finding Keepers: novas estratégias para contratar e reter talentos". Editora Bookman, 2010.
sexta-feira, 1 de junho de 2012
Este atual Universo
Acolhendo às necessidades desta nossa contemporaneidade, os projetos de intervenção arquitetônica estão cada vez mais atuantes no contexto urbano. Mesmo sem qualquer resgate histórico de certas edificações existentes, essas inovações arquitetônicas, tanto de espaço como de uso, são consideráveis na transformação da cidade e suas alterações urbanas.
Hoje, nós, como seres contemporâneos, não só buscamos essa atualização, de estar continuamente neste presente urgente e fluido como tentamos sempre nos inserir nesta coexistência, seja através da edificação, do comportamento e das relações sociais.
Esse projeto resume um pouco dessa experiência e me remete a uma reflexão sobre a ação do arquiteto no plano da cidade. Aqui não se quis buscar nenhum retorno ao passado, nem tampouco trabalhar com questões de restauro ou preservação. Seja pelo fato da edificação pré-existente não determinar qualquer conteúdo de considerável valor histórico-artístico, mas principalmente pela importância em atender aos anseios e necessidades do cliente.
Um Studio Fitness, um espaço para se cuidar da saúde física e mental, é, atualmente, um lugar intencional e orgânico nesse mundo frenético que vivemos.
Como cada projeto é um caso em particular e não existe uma receita básica, buscou-se responder a essa esfera da contemporaneidade através de uma intervenção arquitetônica prática e convencional, conciliada ao empenho fundamental das pessoas envolvidas.
E fica aqui um momento de reflexão sobre essa necessidade de avaliação crítica a respeito das relações entre espaço construído e novas intervenções, procurando, sempre que possível, que aconteça um resgate histórico aliado à condição contemporânea.
Obra: Studio Fitness, Universo Feminino
Projeto: Annie Carrera & Simone Torres
Data do projeto/obra: 2011 - 2012
Local: Campinas - SP
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