Queira ou não, o que mede nossa economia é a caminhada da construção civil... É ela que rege os rumos da nossa economia.
Pode-se perceber que quando dizemos que o mercado está estagnado, a construção civil está em crise. Pois para-se o ciclo Produtos + Empregos + Renda.
O aumento na produção da construção civil aumenta significativamente a procura pelos mais variados produtos e serviços utilizados nessa indústria.
Ao mesmo tempo, as pessoa que adquiriram emprego, ou na construção civil ou nas empresas ligadas ao aumento da demanda daquele setor, passam a comprar mais, o que faz com que outras empresas tenham a sua produção elevada, passando a contratar mais pessoas. Isso gera um círculo virtuoso no qual todos saem ganhando.
Veja que interessante: A Construção Civil "não produz máquinas e equipamentos e nem eleva diretamente a formação técnica das pessoas, mas produz prédios, constrói estradas, portos, aeroportos, casas, escolas, faculdades e mais uma infinidades de tipos de construções que elevam direta ou indiretamente a capacidade de produção da economia. Tudo que esse setor da economia constrói tem uma utilidade muito grande para a economia e para a sociedade."
Logicamente são questionados vários problemas ligados à essa indústria. Questões sociais, culturais e mesmo econômicos (já esse assunto reproduz outra postagem!).
Os incentivos à construção civil são consideráveis para a economia, pois eleva o bem estar da população, oferece melhores condições para as pessoas viverem adequadamente, terem melhores rendimentos e o país mais condições e capacidade de ascender sua produção.
Nosso país, com imensas carências em infraestruturas, desde moradias, estradas, aos mais desfigurados meios de transportes (de pessoas e mercadorias), para os quais a participação da construção civil é fundamental, não se deve duvidar da sua importância e deve-se oferecer a esse significativo ramo da nossa economia, a oportunidades de elevar a sua participação ao mesmo tempo em que se pode transformar o país alcançando um retrato totalmente diferente do que vivemos atualmente.
Existem números e estatísticas que comprovam tudo isso.
Um dos mais importantes, o Custo Unitário Básico (CUB/m2) que "teve origem através da Lei Federal 4.591 de 16 de dezembro de 1964, artigo 54, calculado mediante metodologia da ABNT – NBR 12.721:2006. Seu objetivo é disciplinar o mercado de incorporação imobiliária, servindo como parâmetro na determinação dos custos dos imóveis. Em função da sua credibilidade, o CUB tem sido utilizado como indicador macroeconômico dos custos do setor da construção civil. É o indicador de custos da construção, que demonstra sua relevância e que busca adequar-se a todo o desenvolvimento da construção."
Veja os índices de São Paulo nesse link:
http://www.sindusconsp.com.br/msg2.asp?id=5374f
Todos nós fazemos parte desse ciclo. Perceba que estamos inseridos nessa indústria da construção civil, sempre, pois fazemos parte de um conjunto urbano em que vivemos que se chama Sociedade!
---------------------------------------
Referências e informações:
http://www.sindusconsp.com.br/
http://www.piniweb.com.br/portal/assuntos/custos-construcao-civil.asp
http://www.dzai.com.br/franciscocastro/noticia/montanoticia?tv_ntc_id=66538
quinta-feira, 18 de julho de 2013
segunda-feira, 27 de maio de 2013
Essas grandes cidades...
Aqui, cá e acolá.
"...A cidade é uma estranha senhora
Que hoje sorri e amanhã te devora..."¹
Ultimamente tenho me interessado muito mais pelo assunto Cidade e a sua dinâmica.
Arquitetura não é constituída somente de ostentação e requinte.
Hoje, nós profissionais arquitetos e urbanistas e mesmo nós, cidadãos, precisamos nos preocupar também com as circunstâncias e os rumos de nossas cidades. Que infelizmente, estão cada vez mais caóticas...
Viver numa cidade grande é fazer parte de toda essa desordem, é estar inserido nesse conflito e ser devorado por esse caos, todos os dias, o dia todo. Desde o momento em que despertamos, até o retorno novamente ao provável descanso, em meios à ruídos e poluições, estresses e ansiedades, inércia e atrasos, tráfegos e violências, nossas vidas seguem atormentadas por tudo isso.
E... é isso viver? Queremos vivenciar pra sempre essa desorganização, menosprezo e desapreço à vida urbana?
É possível mudar essa situação? De verdade?!
Afinal, viver na cidade grande sempre foi uma conquista!!
![]() |
| Medelin, Colômbia. Prêmio de cidade mais inovadora do mundo! América Latina... |
É possível sim... Mudar, inovar, transformar, planejar... Executar.
Existem atualmente muitos estudos nessa área de planejamento das cidades. Bons projetos, boas ideias e funcionalidade. Porém, lamentavelmente, nossos governantes nunca estão dispostos a desempenhar seus papéis e cumprir com suas ações. Em poucos anos de atividades e exercícios políticos, nossas cidades poderiam ser renovadas. Isso já é comprovado em outros países. Inclusive em nossa América Latina. Exemplo da Colômbia (acessem os links!). Colômbia!!
Mas é preciso que haja cumplicidade entre os governantes. O que um começa, o outro precisa terminar. Em um ou mais mandatos, os seguintes e os demais precisam se comprometer com a cidade e os cidadãos. É a cidade que necessita de renovação e consequentemente os cidadãos ganham.
Há dois meses eu participei e concluí um curso oferecido pelo Ministério das Cidades (nosso Governo Federal), intitulado: "Reabilitação Urbana com foco em área centrais". O objetivo do curso é apresentar novos conceitos de projetos e planejamento para a os grandes centros urbanos. É o Programa Nacional de Capacitação das Cidades.
Achei ótimo o curso! Bons textos, boa bibliografia, boas ideias, em que o Governo Federal está dispondo e que, cabe aos Estados e Municípios se organizarem e executarem.
É simples, é só fazer...
Projetos e bons planejadores nós já temos, só resta CUMPRIR.
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Notas:
¹ "A cidade ideal", Os Saltimbancos. Extraído como inspiração do Seminário apresentado na disciplina "Ambiente Construído e Comportamento Humano" da FEC-Unicamp. 1º sem. 2013.
quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013
ABNT 15.575 publicada!!
Norma de Desempenho
Nessa terça-feira, 19 de fevereiro de 2013, foi publicada pela Associação Brasileira de Normas Técnicas, a ABNT NBR 15.575 – Desempenho de Edificações Habitacionais.
Essa Norma entra em vigor no dia 19 de julho de 2013, ou seja, 150 dias após sua publicação, podendo ser exigida a partir desta data nos projetos que forem protocolados para aprovação nos órgãos públicos.
Por isso meus caros colegas de profissão, vamos nos atentar e nos informar corretamente, pois essa Norma introduzirá e reforçará novos conceitos para desempenho acústico, térmico e melhoria da qualidade e da vida útil da construção.
Pela primeira vez em nosso país, vamos definir como um edifício deve se comportar ao longo do tempo para atender as expectativas dos usuários na qualidade de conforto e principalmente segurança no uso.
Importantíssimo!!
Para saber mais, acessem:
CBIC - Câmara Brasileira da Indústria da Construção
http://www.cbic.org.br/sala-de-imprensa/noticia/abnt-publica-norma-de-desempenho-15-575-desempenho-de-edificacoes-habitac-0
ABNT - 15.575
http://www.sinduscon-rio.com.br/doc/Lira_Sinduscon.pdf
Nessa terça-feira, 19 de fevereiro de 2013, foi publicada pela Associação Brasileira de Normas Técnicas, a ABNT NBR 15.575 – Desempenho de Edificações Habitacionais.
Essa Norma entra em vigor no dia 19 de julho de 2013, ou seja, 150 dias após sua publicação, podendo ser exigida a partir desta data nos projetos que forem protocolados para aprovação nos órgãos públicos.
Por isso meus caros colegas de profissão, vamos nos atentar e nos informar corretamente, pois essa Norma introduzirá e reforçará novos conceitos para desempenho acústico, térmico e melhoria da qualidade e da vida útil da construção.
Pela primeira vez em nosso país, vamos definir como um edifício deve se comportar ao longo do tempo para atender as expectativas dos usuários na qualidade de conforto e principalmente segurança no uso.
Importantíssimo!!
Para saber mais, acessem:
CBIC - Câmara Brasileira da Indústria da Construção
http://www.cbic.org.br/sala-de-imprensa/noticia/abnt-publica-norma-de-desempenho-15-575-desempenho-de-edificacoes-habitac-0
ABNT - 15.575
http://www.sinduscon-rio.com.br/doc/Lira_Sinduscon.pdf
quinta-feira, 2 de agosto de 2012
Facilities Management
Ao mundo corporativo!
Hoje em dia é fato que, para aquele que pretende ingressar-se em uma empresa, são necessários cada vez mais atributos e conhecimentos específicos. O indivíduo precisa ser dinâmico, claro e estar sempre buscando inovações e se reciclando a cada tempo.
Essa é a contemporaneidade, um mundo que não pára nunca!
Então, o que dizer das Empresas que empregam esses indivíduos, seres atuantes e inovadores?
Essas mesmas empresas que precisam atender rapidamente às respostas dos mercados em constantes processos de transformações, como se comportam perante a essas adversidade?
Considerando-se que os imóveis que estas mesmas ocupam também geram resultados em sua produção, compreende-se aqui a preocupação destas empresas com seus patrimônios e mesmo com questões financeiras geradas por novas construções ou intervenções arquitetônicas para melhor atender à produção e aos funcionários.
Jesse Harriot¹, em uma entrevista à Revista VOE de outubro de 2010, já ressaltava a importância das empresas trabalharem sua imagem e se fazerem atrativas aos bons profissionais. A companhia precisa deixar evidente que preza por um bom ambiente de trabalho e que busca para o profissional um equilíbrio entre sua carreira e sua vida pessoal. Torna-se importante então para a empresa, além de apresentar boa imagem, oferecer oportunidade de crescimento, um espaço de inovação e criatividade, fazer com que futuros ou atuais talentosos funcionários mantenham o desejo em trabalhar com ela (VOE, 2010, pg.54-56).
Daí, já a algum tempo, várias dessas empresas possuem uma área de atuação que se chama: Facilities Management.
Quem trabalha para esse setor são profissionais principalmente da Engenharia. Porém, para o encontro com novos conhecimentos e soluções, profissionais da Arquitetura, Tecnólogos da construção civil, Paisagistas e até mesmo Designers estão atuantes neste ramo, possuindo já uma certa experiência, pela própria formação acadêmica.
Definindo o Facility Manager como um Gestor de Facilidades, é a prática de coordenar e organizar o espaço físico de trabalho com as pessoas que ali trabalham, integrando os princípios de administração de empresas, arquitetura, e as ciências das engenharia. Tendo como objetivo, melhorar a produtividade da gestão das organizações, através da redução dos desperdícios, melhorando os processos de manutenção e minimizando os custos de serviços, os Facilities também são responsáveis pelo planejamento, operações de baixo custo e da valorização sustentável do imóvel (LARES, 2011).
Por muito tempo o Facility foi uma tarefa exclusivamente operacional tendo sido analisado tardiamente sob um ponto de vista estratégico.Atualmente o enfoque principal desta área, consiste na observação do ciclo de vida do imóvel, que se inicia com o desenvolvimento do projeto, passando por sua exploração, chegando à sua exaustão, e tem como objetivo, durante todo este ciclo, a otimização da cadeia de produção.
Nos EUA e na Europa esta área de atuação profissional nas empresas já é consolidada. Aqui no Brasil está começando há pouco. Comparando historicamente, a Associação Brasileira de Facilities (ABRAFAC) foi fundada em 2004 e, nos EUA e Europa essas Associações já existem há pelo menos três décadas. Ainda não temos aqui muitos cursos para especialização ou mesmo formação técnica específica, ficando a critério do conhecimento e prática dos profissionais já atuantes no mercado.
Ao meu ver, há muito o que se desenvolver nessa área, primeiramente pelo comportamento e a aceitação das empresas perante à necessidade desse tipo serviço, entendendo o Facility Management como um instrumento para o melhoramento do resultado empresarial e percebendo que haverá um aumento na satisfação dos usuários e mesmo do proprietário empresário.
Hoje em dia é fato que, para aquele que pretende ingressar-se em uma empresa, são necessários cada vez mais atributos e conhecimentos específicos. O indivíduo precisa ser dinâmico, claro e estar sempre buscando inovações e se reciclando a cada tempo.
Essa é a contemporaneidade, um mundo que não pára nunca!
Então, o que dizer das Empresas que empregam esses indivíduos, seres atuantes e inovadores?
Essas mesmas empresas que precisam atender rapidamente às respostas dos mercados em constantes processos de transformações, como se comportam perante a essas adversidade?
Considerando-se que os imóveis que estas mesmas ocupam também geram resultados em sua produção, compreende-se aqui a preocupação destas empresas com seus patrimônios e mesmo com questões financeiras geradas por novas construções ou intervenções arquitetônicas para melhor atender à produção e aos funcionários.
Jesse Harriot¹, em uma entrevista à Revista VOE de outubro de 2010, já ressaltava a importância das empresas trabalharem sua imagem e se fazerem atrativas aos bons profissionais. A companhia precisa deixar evidente que preza por um bom ambiente de trabalho e que busca para o profissional um equilíbrio entre sua carreira e sua vida pessoal. Torna-se importante então para a empresa, além de apresentar boa imagem, oferecer oportunidade de crescimento, um espaço de inovação e criatividade, fazer com que futuros ou atuais talentosos funcionários mantenham o desejo em trabalhar com ela (VOE, 2010, pg.54-56).
Daí, já a algum tempo, várias dessas empresas possuem uma área de atuação que se chama: Facilities Management.
Quem trabalha para esse setor são profissionais principalmente da Engenharia. Porém, para o encontro com novos conhecimentos e soluções, profissionais da Arquitetura, Tecnólogos da construção civil, Paisagistas e até mesmo Designers estão atuantes neste ramo, possuindo já uma certa experiência, pela própria formação acadêmica.
Definindo o Facility Manager como um Gestor de Facilidades, é a prática de coordenar e organizar o espaço físico de trabalho com as pessoas que ali trabalham, integrando os princípios de administração de empresas, arquitetura, e as ciências das engenharia. Tendo como objetivo, melhorar a produtividade da gestão das organizações, através da redução dos desperdícios, melhorando os processos de manutenção e minimizando os custos de serviços, os Facilities também são responsáveis pelo planejamento, operações de baixo custo e da valorização sustentável do imóvel (LARES, 2011).
Por muito tempo o Facility foi uma tarefa exclusivamente operacional tendo sido analisado tardiamente sob um ponto de vista estratégico.Atualmente o enfoque principal desta área, consiste na observação do ciclo de vida do imóvel, que se inicia com o desenvolvimento do projeto, passando por sua exploração, chegando à sua exaustão, e tem como objetivo, durante todo este ciclo, a otimização da cadeia de produção.
Nos EUA e na Europa esta área de atuação profissional nas empresas já é consolidada. Aqui no Brasil está começando há pouco. Comparando historicamente, a Associação Brasileira de Facilities (ABRAFAC) foi fundada em 2004 e, nos EUA e Europa essas Associações já existem há pelo menos três décadas. Ainda não temos aqui muitos cursos para especialização ou mesmo formação técnica específica, ficando a critério do conhecimento e prática dos profissionais já atuantes no mercado.
Ao meu ver, há muito o que se desenvolver nessa área, primeiramente pelo comportamento e a aceitação das empresas perante à necessidade desse tipo serviço, entendendo o Facility Management como um instrumento para o melhoramento do resultado empresarial e percebendo que haverá um aumento na satisfação dos usuários e mesmo do proprietário empresário.
Referências:
ABRAFAC, Associação Brasileira de Facilities, 2012. Acesso em: <http://www.abrafac.org.br/>
INFRA, Revista, 2012. Procura-se um FACILITY MANAGER. Acesso em: <http://www.revistainfra.com.br/textos.asp?codigo=10803>
LARES, 11ª Conferência Internacional, 2011. Acesso em: <http://www.lares.org.br/2011/images/543-738-1-RV.pdf>
VOE, Revista. Edição Outubro de 2010. Entrevista com Jesse Harriot.
Notas:
¹. Jesse Harriot, autor do livro "Finding Keepers: novas estratégias para contratar e reter talentos". Editora Bookman, 2010.
sexta-feira, 1 de junho de 2012
Este atual Universo
Acolhendo às necessidades desta nossa contemporaneidade, os projetos de intervenção arquitetônica estão cada vez mais atuantes no contexto urbano. Mesmo sem qualquer resgate histórico de certas edificações existentes, essas inovações arquitetônicas, tanto de espaço como de uso, são consideráveis na transformação da cidade e suas alterações urbanas.
Hoje, nós, como seres contemporâneos, não só buscamos essa atualização, de estar continuamente neste presente urgente e fluido como tentamos sempre nos inserir nesta coexistência, seja através da edificação, do comportamento e das relações sociais.
Esse projeto resume um pouco dessa experiência e me remete a uma reflexão sobre a ação do arquiteto no plano da cidade. Aqui não se quis buscar nenhum retorno ao passado, nem tampouco trabalhar com questões de restauro ou preservação. Seja pelo fato da edificação pré-existente não determinar qualquer conteúdo de considerável valor histórico-artístico, mas principalmente pela importância em atender aos anseios e necessidades do cliente.
Um Studio Fitness, um espaço para se cuidar da saúde física e mental, é, atualmente, um lugar intencional e orgânico nesse mundo frenético que vivemos.
Como cada projeto é um caso em particular e não existe uma receita básica, buscou-se responder a essa esfera da contemporaneidade através de uma intervenção arquitetônica prática e convencional, conciliada ao empenho fundamental das pessoas envolvidas.
E fica aqui um momento de reflexão sobre essa necessidade de avaliação crítica a respeito das relações entre espaço construído e novas intervenções, procurando, sempre que possível, que aconteça um resgate histórico aliado à condição contemporânea.
Obra: Studio Fitness, Universo Feminino
Projeto: Annie Carrera & Simone Torres
Data do projeto/obra: 2011 - 2012
Local: Campinas - SP
quarta-feira, 23 de maio de 2012
Enxerga-te a ti mesmo...
Você já se imaginou caminhando por nosso espaços públicos sem poder enxergar uma luz sequer? Ou mesmo já se encontrou dentro de um ambiente sem a mínima iluminação? Pois é... imagine.
Há algum tempo eu conheci o Centro Cultural Louis Braille aqui em Campinas. É uma ONG que desenvolve atividades junto a jovens e adultos cegos ou com baixa visão. Sua missão é promover a inclusão social e o exercício da cidadania das pessoas com deficiência visual, tendo como objetivo o trabalho nas áreas educacionais, habilitação, reabilitação e inserção no mercado de trabalho.
Como profissional da Arquitetura, para mim é um aprendizado e tanto! Conhecer um pouco mais dessas necessidades e as dificuldades de acesso das pessoas com deficiência visual, nos sensibiliza nos ideais de projeto e planejamento dos espaços, tanto para a educação, leitura, cultura, etc, como para a acessibilidade e autonomia de locomoção. É essa a percepção que precisamos ter. Vamos nos colocar no lugar do outro.
Hoje em dia, para todo e qualquer projeto é fundamental essa questão e programa de acessibilidade.
Piso táctil, elementos com saliências à uma altura adequada para evitar tantos acidentes, equipamentos com 'viva-voz' e muitos outros itens são indispensáveis para atender a essa necessidade. Vamos nos atentar, principalmente aos ambientes públicos ou mesmo em lugares com um fluxo diverso de pessoas.O projeto da sede é de autoria do Arquiteto Roberto Leme e conta com um amplo espaço para atender aos usuários e realizar eventos. E, com a nova diretoria, novos projetos e muitas ideias, no início do ano participei do planejamento e reorganização de alguns espaços do Centro Braille.
Há algum tempo eu conheci o Centro Cultural Louis Braille aqui em Campinas. É uma ONG que desenvolve atividades junto a jovens e adultos cegos ou com baixa visão. Sua missão é promover a inclusão social e o exercício da cidadania das pessoas com deficiência visual, tendo como objetivo o trabalho nas áreas educacionais, habilitação, reabilitação e inserção no mercado de trabalho.
Como profissional da Arquitetura, para mim é um aprendizado e tanto! Conhecer um pouco mais dessas necessidades e as dificuldades de acesso das pessoas com deficiência visual, nos sensibiliza nos ideais de projeto e planejamento dos espaços, tanto para a educação, leitura, cultura, etc, como para a acessibilidade e autonomia de locomoção. É essa a percepção que precisamos ter. Vamos nos colocar no lugar do outro.
Hoje em dia, para todo e qualquer projeto é fundamental essa questão e programa de acessibilidade.
Piso táctil, elementos com saliências à uma altura adequada para evitar tantos acidentes, equipamentos com 'viva-voz' e muitos outros itens são indispensáveis para atender a essa necessidade. Vamos nos atentar, principalmente aos ambientes públicos ou mesmo em lugares com um fluxo diverso de pessoas.O projeto da sede é de autoria do Arquiteto Roberto Leme e conta com um amplo espaço para atender aos usuários e realizar eventos. E, com a nova diretoria, novos projetos e muitas ideias, no início do ano participei do planejamento e reorganização de alguns espaços do Centro Braille.
Além dessa consideração em compartilhar a experiência profissional, fica a gratificação em participar dessa ação, essa crescente demanda que é a inclusão social.
quarta-feira, 4 de janeiro de 2012
Vanguarda & Contemporaneidade
Outro dia ouvi essa palavra: Vanguarda.
Fiquei pensativa e contemplativa. Então, tentei fazer uma analogia com a contemporaneidade... Será que é possível?
Segundo o Grande Dicionário Larousse Cultural da (nossa) Língua Portuguesa, a definição de Vanguarda é "o que precede sua época, por suas audácias" e também como "um grupo de indivíduos que se propõem a coordenar a propagação e a consolidação de novas ideias científicas, artísticas e culturais". Palavra original do francês avant-garde; frente, dianteira.
Já Contemporaneidade define-se como "qualidade de contemporâneo", ou seja, "o que é do mesmo tempo, da mesma época, ... ou o que é da época atual, do tempo atual".
Bem, atualmente, ano de 2012, século XXI, podemos nos descrever como vanguardistas ou simplesmente contemporâneos de fato.
Se nesta Era de Contemporaneidade onde tudo é possível, tudo pode, desde aqueles comportamentos moralistas, até o livre pensamento, gesto e linguagem, então, onde fica a vanguarda??
Se, para ser vanguardista é preciso ser audacioso e propagar novas ideias, o que dizer da espontaneidade da liberdade de expressão? Hoje, quando buscamos novos caminhos, quando inventamos novas maneiras de se viver, como nos tornarmos ousados, se tudo pode?
Dentro dessas infinitas maneiras de se viver, a vanguarda acaba ficando 'solta' dentro da contemporaneidade, que não a percebemos ou mesmo não temos a determinação em expressá-la. A vanguarda é sempre uma característica da época vigente. Ela sempre vai existir pela qualidade (ou não) do ser humano, que é ser inquieto.
Bem, se para homem contemporâneo tudo pode, que ele até se perde em meio a tantas possibilidades, quem sabe vanguarda é hoje, seguir as regras. O desafio é se desbravar e se arriscar seguindo uma linha.
Com esse pensamento, eu encontro novamente a máxima "menos é mais".
Conversando com meu marido a respeito deste tema, que aliás ele se interessou muito, por ser psicólogo e fenomenólogo existencialista, obviamente me esclareceu muitas coisas e não deixando suas palavras omitidas, ele nos finaliza dizendo:
- "Menos é mais" é vanguardista porque não adiciona mais uma proposta a um mundo superlotado de possibilidades. Descarrega o conteúdo poluente. (TORRES, André)
Convido a todos para discutirmos esse assunto, caso se interessem pelo tema. Deixem seus comentários e vamos descobrir como anda nosso comportamento vanguardista. Ainda fico na dúvida, será que ele existe?
Fiquei pensativa e contemplativa. Então, tentei fazer uma analogia com a contemporaneidade... Será que é possível?
Segundo o Grande Dicionário Larousse Cultural da (nossa) Língua Portuguesa, a definição de Vanguarda é "o que precede sua época, por suas audácias" e também como "um grupo de indivíduos que se propõem a coordenar a propagação e a consolidação de novas ideias científicas, artísticas e culturais". Palavra original do francês avant-garde; frente, dianteira.
Já Contemporaneidade define-se como "qualidade de contemporâneo", ou seja, "o que é do mesmo tempo, da mesma época, ... ou o que é da época atual, do tempo atual".
Bem, atualmente, ano de 2012, século XXI, podemos nos descrever como vanguardistas ou simplesmente contemporâneos de fato.
Se nesta Era de Contemporaneidade onde tudo é possível, tudo pode, desde aqueles comportamentos moralistas, até o livre pensamento, gesto e linguagem, então, onde fica a vanguarda??
Se, para ser vanguardista é preciso ser audacioso e propagar novas ideias, o que dizer da espontaneidade da liberdade de expressão? Hoje, quando buscamos novos caminhos, quando inventamos novas maneiras de se viver, como nos tornarmos ousados, se tudo pode?
Dentro dessas infinitas maneiras de se viver, a vanguarda acaba ficando 'solta' dentro da contemporaneidade, que não a percebemos ou mesmo não temos a determinação em expressá-la. A vanguarda é sempre uma característica da época vigente. Ela sempre vai existir pela qualidade (ou não) do ser humano, que é ser inquieto.
Bem, se para homem contemporâneo tudo pode, que ele até se perde em meio a tantas possibilidades, quem sabe vanguarda é hoje, seguir as regras. O desafio é se desbravar e se arriscar seguindo uma linha.
Com esse pensamento, eu encontro novamente a máxima "menos é mais".
Conversando com meu marido a respeito deste tema, que aliás ele se interessou muito, por ser psicólogo e fenomenólogo existencialista, obviamente me esclareceu muitas coisas e não deixando suas palavras omitidas, ele nos finaliza dizendo:
- "Menos é mais" é vanguardista porque não adiciona mais uma proposta a um mundo superlotado de possibilidades. Descarrega o conteúdo poluente. (TORRES, André)
Convido a todos para discutirmos esse assunto, caso se interessem pelo tema. Deixem seus comentários e vamos descobrir como anda nosso comportamento vanguardista. Ainda fico na dúvida, será que ele existe?
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| Peñalba de Santiago - León, Espanha Pueblo medieval declarado conjunto monumental en 1976 |
Referências:
*Mies Van der Rohe:
Arquiteto nascido em 1887, é considerado, juntamente com Walter Gropius e Le Corbusier, um dos mestres mundiais da arquitetura moderna. O rigor das proporções, a valorização da infra-estrutura como elemento estético, e a precisão do detalhe foram os três princípios que nortearam a sua criação. O estilo ascético de Van Der Rohe era reafirmado pela expressão que costumava utilizar como justificativa do funcionalismo de seus projetos: less is more , ou "menos é mais".
*André Roberto Ribeiro Torres:
Mestre em Psicologia pela PUC Campinas
trabalha como psicoterapeuta especializado em Fenomenologia Existencial
*Peñalba de Santiago - León, España
Se encuentra situada a unos 20 kilómetros de la ciudad de Ponferrada, en el valle del río Oza, más conocido como el Valle del Silencio.
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